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Somente o Evangelho de Jesus será capaz de nos dar uma nova direção

Vivemos num mundo cada dia mais secularizado. Muitos irmãos e irmãs se afastaram de Deus. Muitos males assolam nosso país tão rico e tão bonito. Todos os dias, pelos caminhos deste imenso Brasil, nós nos encontramos com diversos rostos sofredores: comunidades indígenas e afro-americanas mal tratadas; mulheres excluídas por diversos fatores; jovens com educação de baixa qualidade e sem oportunidades de progredir em seus estudos e nem de entrar no mercado de trabalho para se desenvolver e constituir uma família; há muitos pobres, desempregados, migrantes, deslocados, agricultores sem terra, meninos e meninas submetidos à prostituição infantil e grande é o movimento do tráfego de crianças. Milhões de pessoas e famílias inteiras vivem na miséria e inclusive passam fome. Muitas famílias estão sofrendo por causa do divórcio, da violência, das drogas, do alcoolismo, da própria miséria em que vive muita gente em nosso país e um número incontável de criancinhas são mortas diariamente através do hediondo crime do aborto. Preocupam-nos também as pessoas com limitações físicas, os portadores e vítimas de enfermidades graves, que sofrem a solidão e se veem excluídos da convivência familiar e social. Lembramos também dos sequestrados e daqueles que são vítimas da violência, do terrorismo, de conflitos armados e da insegurança na cidade. Também os anciãos que, além de se sentirem excluídos do sistema produtivo, veem-se muitas vezes recusados por sua família como pessoas incômodas e inúteis. Enfim, sentimos também a situação desumana em que vive a grande maioria dos presos, que também necessitam de nossa presença solidária e de nossa ajuda fraterna. Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Os excluídos não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis”.

Em meio a esta situação dramática e traumatizante somos todos chamados a evangelizar. A conversão do coração humano e a mudança das estruturas sociais, políticas e econômicas se tornaram urgentes. Somente o Evangelho de Jesus será capaz de mudar nossa maneira de pensar, de avaliar e de decidir por planos que realmente possam dar uma nova direção a todos. Projetos que favoreçam a vida em todas as esferas sociais.
Diante disto tudo, faço um forte e profético apelo para que todos se despertem mais intensamente para a dimensão missionária da Igreja. Renovemos nosso compromisso de batizados e nos empenhemos em anunciar o Evangelho a todas as pessoas. Às diversas atividades pastorais, nas paróquias, diaconias e em todas as instâncias de nossa diocese, demos um ímpeto missionário mais amplo, e, assim, que todos nos sintamos responsáveis anunciadores do Amor que salva! Jesus veio para salvar, para que todos tenham vida abundante. E ele mesmo se colocou como servidor da vida, especialmente das mais machucadas.

E onde encontraremos recursos para termos condições favoráveis para anunciar o Evangelho com todos os componentes que a técnica moderna nos dispõe nos tempos atuais? Desejo que a Pastoral do Dízimo seja uma realidade presente e atuante em todas as nossas comunidades eclesiais e em todas as famílias de nossa diocese. Que a Ação Evangelizadora possa encontrar uma ajuda eficaz no coração de todos os fiéis católicos desta querida e amada diocese jubilada. Que todos possamos, através do Dízimo e das Ofertas, levar avante a missão que o próprio Cristo nos confiou. Somos todos responsáveis pela missão da Igreja.

Olhando para Nossa Senhora de Lourdes, encontremos o consolo e a esperança que nos impulsionarão a continuar alegremente nosso caminho de discípulos de Cristo. Que nossa devoção a Maria nos torne sempre mais consistentes homens e mulheres de oração. Como o nosso inesquecível Papa São João Paulo II nos dizia em sua Homilia em Aparecida, “A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permaneçamos na escola de Maria, escutemos sua voz, sigamos seus exemplos”.

Bispo Dom Celso A. Marchiori

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